BRASIL-PORTUGAL: 500 ANOS -
O ACHAMENTO
A estação
Restauradores é uma das onze estações pertencentes à 1ª fase do 1º escalão da
construção da rede do Metropolitano de Lisboa, abriu ao público em 1959 quando
da inauguração da rede. Em termos arquitectónicos e artísticos seguiu o
programa então adoptado para todas as estações desse escalão, o projecto
arquitectónico é da autoria do Arq.º Falcão e Cunha e a intervenção plástica da
pintora Maria Keil.
Nesta estação, Maria Keil, num cromatismo em azul e lilás, concebe uma padronagem com inspiração clássica, pontilhada, aqui e ali, por fortes contrastes em preto, azul e amarelo. De onde em onde, aparecem integrados, de forma perfeita, elementos típicos da azulejaria do século XVIII - as albarradas.
Em 1994, é instalada no átrio Sul uma obra de Mestre Luíz Ventura denominada "Brasil-Portugal: 500 anos - A Chegança", que é a contrapartida da obra de Mestre David de Almeida "As vias da Água" e "As vias do Céu", oferecida para a Estação Conceição do Metrô de São Paulo.
O autor faz-nos a descrição da obra:
"A Chegança" é uma interpretação do encontro de duas culturas radicalmente diferentes, encontro que deu início ao processo do que é hoje a nação brasileira.
Para marcar essas diferenças o artista transforma-as em personagens a ocupar o lugar das figuras registadas pela história. Dessa forma, o Idealismo Mercantilista é o personagem central, tendo as figuras da Propriedade Privada de um lado e da Religião do outro. Completando o elenco de 12 personagens temos ainda o Bem, o Mal, a Ganância, o Militarismo, a Ciência, a Tecnologia, a Cultura, a Ambiguidade e, por último, o Fantasma.
O painel é cercado na base e nas laterais por um friso com desenho resultante da trama de cipó ou palha, comum em muitas tribos do Brasil.
As cerâmicas sobre pedras preciosas são mostra da tecnologia e arte indígena - a ocarina da tribo Tukâno, a tigela e o pote da Tribo Kadiweu.
A flora permeia a imagem que nos conduz a uma nau portuguesa a todo o pano. Raízes de mangue, frutos e pássaro (este com elementos da plumária indígena) junto a um grafismo (não identificado de forma a assinalar a extinção de povos indígenas) e máscara cerimonial Tukana, fundem-se com a embarcação e seus tripulantes.
Nesta estação, Maria Keil, num cromatismo em azul e lilás, concebe uma padronagem com inspiração clássica, pontilhada, aqui e ali, por fortes contrastes em preto, azul e amarelo. De onde em onde, aparecem integrados, de forma perfeita, elementos típicos da azulejaria do século XVIII - as albarradas.
Em 1994, é instalada no átrio Sul uma obra de Mestre Luíz Ventura denominada "Brasil-Portugal: 500 anos - A Chegança", que é a contrapartida da obra de Mestre David de Almeida "As vias da Água" e "As vias do Céu", oferecida para a Estação Conceição do Metrô de São Paulo.
O autor faz-nos a descrição da obra:
"A Chegança" é uma interpretação do encontro de duas culturas radicalmente diferentes, encontro que deu início ao processo do que é hoje a nação brasileira.
Para marcar essas diferenças o artista transforma-as em personagens a ocupar o lugar das figuras registadas pela história. Dessa forma, o Idealismo Mercantilista é o personagem central, tendo as figuras da Propriedade Privada de um lado e da Religião do outro. Completando o elenco de 12 personagens temos ainda o Bem, o Mal, a Ganância, o Militarismo, a Ciência, a Tecnologia, a Cultura, a Ambiguidade e, por último, o Fantasma.
O painel é cercado na base e nas laterais por um friso com desenho resultante da trama de cipó ou palha, comum em muitas tribos do Brasil.
As cerâmicas sobre pedras preciosas são mostra da tecnologia e arte indígena - a ocarina da tribo Tukâno, a tigela e o pote da Tribo Kadiweu.
A flora permeia a imagem que nos conduz a uma nau portuguesa a todo o pano. Raízes de mangue, frutos e pássaro (este com elementos da plumária indígena) junto a um grafismo (não identificado de forma a assinalar a extinção de povos indígenas) e máscara cerimonial Tukana, fundem-se com a embarcação e seus tripulantes.
Apresenta-se, em seguida, a descodificação de alguns signos segundo palavras do próprio autor:
- O Idealismo Mercantilista - Personagem central que marca a história.
- A
Propriedade Privada - Havia no Brasil uma
sociedade agrária diferenciada, ou seja, uma sociedade sem classes
sociais, sem propriedade privada. Elementos simbólicos de propriedade,
antigos e contemporâneos, caracterizam o personagem.
- A Ciência - Simbolizada através do astrolábio, da presença dos matemáticos,
geógrafos, astrónomos e pilotos que criaram o Regimento do Astrolábio,
peça fundamental no avanço das expedições navais. O astrolábio está
apoiado em tecidos com as cores nacionais de Portugal e Brasil.
- A
Tecnologia - O avanço tecnológico é
mostrado através da construção naval que possibilitou a viagem da esquadra
de Pedro Álvares Cabral ao Brasil. Os conhecimentos náuticos são
simbolizados pelo mapa que assinala as costas de Portugal, Espanha e
Continente Africano. Várias naus no oceano, rumando ao Brasil, completam o
"quadro".
- A Cultura - Representada por personagem com pena e livro nas mãos. No
chapéu o sol, a lua, a nuvem, a borboleta: símbolos de criação artística.
- A Religião - Representa um religioso incluindo os conceitos do Bem (anjo) e
do Mal (diabo).
- O Bem - Anjo com asas e auréola. Flor e coração lembram a sua luta
libertária dos anos 70 com a palavra de ordem "Paz e Amor".
- O Mal - O diabo sinaliza o seu símbolo.
- A Ganância - Simbolizada pela mão esquerda apoiada na tampa da arca com
objectos de prisão ou castigo usados para sujeitar os escravos.
- A
Ambiguidade - Na literatura universal
encontramos com frequência um personagem dúbio ou dissimulado que estimula
a nossa curiosidade, e que aqui é representado pelo embuçado com um facão
atravessado no chapéu. Será a ambiguidade em pessoa?
- O Militarismo - A lança marca o uso da força na defesa da "ordem
constituída".
- O Fantasma - Personagem situado no limite da embarcação com a floresta. Representará a ameaça do desconhecido? Representará o medo da propagação de doenças inexistentes neste continente? Representará o pronúncio da escravidão?.

Do ponto
de vista da técnica utilizada salienta-se, a pintura a pincel, a corda seca em
esmalte vitrificável sobre material cerâmico, bem como aplicações de cristal de
Murano. A execução esteve a cargo de Delinea Cerâmica Artística, São Paulo,
Brasil.
Em Agosto de 1998 foi inaugurada a ligação Restauradores Baixa/Chiado, a remodelação do átrio Sul da estação Restauradores inseriu-se neste empreendimento. O projecto arquitectónico correspondente é da autoria do Arq.º Manuel Ponte e as intervenções plásticas são de Nadir Afonso e Lagoa Henriques.
Nadir Afonso, pintor abstractizante de feição geométrica, criou seis painéis de azulejos para serem colocados ao longo dos cais da estação. Estes painéis são dedicados às cidades de Madrid, Paris, Londres, Nova Iorque, Rio de Janeiro e Moscovo. O artista pretende com esta obra "expressar, mediante representações simbólicas, uma homenagem de Lisboa às demais capitais metropolitanas."
Em Agosto de 1998 foi inaugurada a ligação Restauradores Baixa/Chiado, a remodelação do átrio Sul da estação Restauradores inseriu-se neste empreendimento. O projecto arquitectónico correspondente é da autoria do Arq.º Manuel Ponte e as intervenções plásticas são de Nadir Afonso e Lagoa Henriques.
Nadir Afonso, pintor abstractizante de feição geométrica, criou seis painéis de azulejos para serem colocados ao longo dos cais da estação. Estes painéis são dedicados às cidades de Madrid, Paris, Londres, Nova Iorque, Rio de Janeiro e Moscovo. O artista pretende com esta obra "expressar, mediante representações simbólicas, uma homenagem de Lisboa às demais capitais metropolitanas."
Lagoa Henriques, escultor neofigurativo, concebeu para esta estação dois trabalhos: uma estátua em pedra de uma figura feminina e um painel em pedra gravada versando o tema da poesia, numa homenagem a grandes nomes da nossa cultura, António Boto, Mário de Sá Carneiro, Fernando Pessoa, Almada Negreiros, Cesário Verde e Luís de Camões.



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